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LLINEA - Juntos contra as drogas (VI)

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A REINTEGRAÇÃO NA SOCIEDADE E SUA IMPORTÂNCIA

 

Como vimos anteriormente, a dependência química envolve o que chamamos de “fatores biopsicossociais”, ou seja, fatores biológicos, psicológicos e sociais. Dessa forma, entendemos que a recuperação efetiva se dá quando todos esses fatores são tratados.

 

Vimos também que o tratamento passa por diversas etapas, desde o reconhecimento da doença, a aceitação da necessidade de mudança até a ações de reparação de danos à terceiros. Cada uma dessas etapas é primordial para a recuperação de um dependente químico e sua completa desintoxicação, porém, a reintegração do adicto na sociedade é fundamental.

 

Um tratamento para dependência química é longo, árduo, doloroso e será eternamente colocado em manutenção, sendo assim, colocar o adicto em uma situação de conforto, onde ele se sente acolhido, compreendido, valorizado e acima de tudo respeitado, o motivará a continuar em sua batalha constante contra a dependência.

 

A importância da família

 

A família de um dependente químico é um dos principais alicerces para sua recuperação. É nossa primeira fonte de desenvolvimento e valores. Dessa forma, a família tem um papel fundamental no tratamento sendo um suporte emocional indispensável.

 

No entanto, esse envolvimento no tratamento de um dependente químico traz aos seus familiares uma carga emocional muito grande, capaz de também os adoecer. Com isso, a família também precisa de suporte e acompanhamento durante todo o processo.

 

Durante um tratamento para dependência química, a família atua como um importante aliado aos profissionais que participarão do processo, oferecendo informações e auxiliando no controle de medicamentos. Além disso, a família deve ser a maior fonte de apoio ao dependente, oferecendo suporte, compreensão, estímulo e um ambiente saudável e acolhedor.

 

Esses fatores serão responsáveis por ajudar o dependente químico a acreditar que sua recuperação acontecerá.

 

Retornando ao mercado de trabalho

 

A recuperação de um dependente químico requer suporte de diversas formas e, uma delas é o retorno ao mercado de trabalho. Mas não falamos apenas de conseguir um emprego e retornar às atividades laborais, mas sim de ser socialmente aceito no mercado de trabalho, livre de preconceitos e fatos que o faça sentir-se à margem da sociedade. E por mais simples que pareça, essa aceitação ainda está longe de fazer parte da nossa realidade.

 

O processo de reintegração ao mercado de trabalho ainda passa por uma condição bastante delicada, pois, nem todas as pessoas possuem a compreensão do que é a dependência química, o que gera muita discriminação. Dessa maneira, o adicto encontra uma grande dificuldade de se reestabelecer profissionalmente, prejudicando sua recuperação.

 

Um dependente químico em recuperação precisa sentir-se parte de algo que o faça perceber que suas ações podem ser positivamente recompensadas. Precisa sentir-se reescrevendo sua história e, as oportunidades profissionais são fundamentais para isso. Assumindo novas responsabilidades, um adicto se vê em outros cenários que o leva a persistir e ter esperança.

 

A luta contra as recaídas

A recuperação de um adicto – ou a manutenção de seu tratamento – é um processo que durará sua vida inteira. Uma boa convivência familiar, em um ambiente saudável, relações sociais positivas, o distanciamento de ambientes que favoreçam o uso de drogas e a reinserção no mercado de trabalho são fundamentais para que as recaídas sejam uma realidade cada vez mais distante. É claro que não é fácil para um dependente químico recuperar-se e manter-se sadio. Engana-se quem pensa que um tratamento contra dependência química é simples e rápido.

 

Trata-se de um processo longo, árduo, doloroso e de muitas descobertas e que necessita de apoio de todos ao redor, além de muita força de vontade e perseverança. Mas é possível e vale muito a pena. Também é importante saber que é imprescindível procurar ajuda especializada, como por exemplo, as clínicas de reabilitação! A dependência química é uma doença e pode ser tratada.

 

É um problema que atinge muita gente, mas que tem solução e a informação é nossa principal arma nessa batalha!

LLINEA - Juntos contra as drogas (V)

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OS TRATAMENTOS E A REABILITAÇÃO

 

Sabemos que são muitos os tipos de drogas e os fatores que levam uma pessoa a usá-las. Sendo assim, os tratamentos são igualmente diversos e, escolher qual o tratamento mais adequado pode não ser uma tarefa muito fácil! O primeiro passo é a realização de um diagnóstico criterioso e detalhado, realizado por profissionais capacitados para isso. Esses profissionais levam em consideração aspectos específicos de cada indivíduo, com o objetivo de desenvolver um tratamento especializado para a necessidade de cada paciente. Também é importante identificar quais são os estímulos que levam ao uso de drogas. Algumas das maiores dificuldades na busca por uma ajuda à dependência química são a negligência à doença, a falta de ajuda familiar e o medo do preconceito. Somado a isso, em muitas vezes os familiares e amigos não conhecem os tratamentos. Buscando ajudar a todos que procuram uma orientação para a dependência química, reunimos informações sobre alguns tratamentos existentes. Boa leitura!!!

 

5 Estágios do Tratamento da Dependência Química

 

A dependência química é algo amplo e complexo e, seu tratamento – igualmente complexo – possui 5 estágios.

São eles:

 

Estágio de Pré-Contemplação: 

 

Neste estágio, o dependente químico ainda não possui compreensão de sua doença, seus comportamentos, suas atitudes e os problemas gerados pela dependência química. Com isso, o adicto tem resistência ao tratamento;

 

Estágio de Contemplação:

 

Aqui, o adicto começa a ter consciência sobre sua dependência, no entanto, não se mobiliza para buscar soluções e mudanças de comportamento;

 

Estágio de Preparação:

 

É quando o indivíduo começa a ter mais clareza sobre o que é sua dependência, e começa a aceitar uma necessidade de mudança;

 

Estágio de Ação:

Esse é o momento em que o dependente começa a colocar em prática, tudo o que vem sendo desenvolvido durante o seu tratamento. A partir daí os resultados começam a ser visíveis;

 

Estágio de Manutenção:  

 

O estágio de manutenção consiste em revisitar constantemente todos os passos do tratamento, à fim de evitar que o adicto tenha algum tipo de recaída após a ressocialização.

 

Internação Clínica

 

A internação clínica consiste em um período em que o dependente químico se concentra em um local preparado para tratamento da doença por um tempo determinado.

Lá, são realizados diversos tipos de tratamentos, voltados especificamente para a necessidade de cada dependente.

Essa internação pode ser voluntária, involuntária ou compulsória.

 

A internação voluntária é quando o dependente químico possui consciência de sua necessidade de internação e procura ajuda por livre e espontânea vontade.

 

Já a internação involuntária é solicitada por um familiar ou responsável legal, que identifica essa necessidade de tratamento.

 

No caso da internação compulsória, o tratamento é determinado por um juiz competente, após uma solicitação médica atestando a incapacidade física e psicológica de um indivíduo. Neste caso, não é necessária a autorização de um familiar ou responsável.

 

Psicoterapia

 

A psicoterapia tem como objetivo o tratamento de problemas psicológicos como ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental. Consiste em uma relação de conversa que permite ao paciente identificar suas necessidades de mudança e buscar soluções para seus conflitos internos. Método dos 12 passos O método dos 12 passos foi criado em 1935 nos Estados Unidos com o objetivo de tratar a dependência do álcool.

 

Posteriormente, foi incorporado ao tratamento contra as drogas e hoje, é utilizado como um dos tratamentos mais comuns e eficazes na luta contra a dependência química. O método consiste em um programa de 12 ações que convidam o indivíduo a mergulhar em sua consciência, estimulando-o a um autoconhecimento.

 

São os 12 passos:

 

1º Passo – Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas: • Consiste em admitir que somos incapazes frente à dependência. Uma rendição!

 

2º Passo – Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade: • Consiste em compreender que há um poder superior, uma energia sobrenatural, uma força maior que a nossa, que nos ajudará a dar cada passo ao objetivo.

 

3º Passo – Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos:

 

Neste passo, é abordada a questão da entrega à essa força maior. Aqui é posto à prova o tamanho de sua fé e avaliado se ela causa efeito em seu processo de recuperação.

 

4º Passo – Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos: • Talvez um dos passos mais esperados, pois, é o momento em que o dependente cria coragem e detalha minuciosamente sua história com as drogas. Esse é considerado o primeiro grande obstáculo, uma vez que consiste em dizer quem você realmente é, sem medo dos julgamentos.

 

5º Passo – Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas: • O momento de compartilhar! Nesse passo, o dependente irá falar aberta e sinceramente sobre todos os seus medos, aflições, sentimentos e angústias.

 

6º Passo – Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter: • Neste passo, o dependente começa a reconhecer suas falhas e entender que a mudança depende apenas dele mesmo. Que os fatores externos sempre existirão e que, nós somos os responsáveis pelas nossas conquistas e derrotas, escolhas e ações. Somos a chave para uma melhoria contínua dentro de nós mesmos!

 

7º Passo – Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições: • Aqui, nos encontramos novamente com uma força superior. Nesta etapa, buscamos ser humildes e entender que mesmo reconhecendo nossos erros – como nos passos 4 e 5 – aquela força superior, Divina, suprema, pode ser importante para nossa evolução.

 

8º Passo – Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados: • O 8º passo consiste em identificar e aceitar que causamos danos a outras pessoas e, nos comprometer a reparar todos esses problemas. Aqui, é o momento de nos prepararmos para corrigirmos todos os danos do passado.

 

9º Passo – Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem: • Neste momento, buscamos a efetiva resolução dos danos causados às pessoas que nos cercam. É a hora da retratação e de reatar relações que foram desgastadas por conta da dependência química.

 

10º Passo – Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente: • Aqui, é quando o dependente químico começa a enxergar todas as mudanças que ocorreram em sua recuperação e o quão isso está sendo benéfico para a sua vida. É nesse passo que o indivíduo começa a ter a percepção de que as mudanças positivas só serão duradouras se ele tiver força de vontade e perseverança para mudar sua vida e lutar contra a dependência.

 

11º Passo – Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade: • O objetivo aqui é encontrar, através da prece e da meditação, uma maior profundidade com a nossa força superior, tornando-a mais afetiva e efetiva.

 

12º Passo – Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a esses Passos, procuramos transmitir essa mensagem aos alcoólicos e praticar esses princípios em todas as nossas atividades. • O último passo é onde o dependente passa a transmitir sua vivência e sua recuperação aos seus comuns. É indicado à um dependente químico em recuperação que dedique parte de seu tempo a ajudar outras pessoas de grupos de apoio. Isso solidificará toda a evolução de sua recuperação, além de contribuir para a recuperação de outras pessoas.

 

O programa dos 12 passos é capaz de despertar no dependente químico uma capacidade de enxergar de forma madura, a realidade que o cerca e buscar, continuamente, uma melhoria para sua vida! Ressocialização Considera-se que a chave para a ressocialização de um dependente químico é a priorização dos fatores econômicos e sociais. Muitos dos fatores que levam um indivíduo a tornar-se um dependente químico estão diretamente ligados à essas questões. Para que um adicto tenha possibilidades de se manter saudável, esses fatores são fundamentais. Ter a possibilidade de um bom emprego, de relacionar-se socialmente, de não sofrer exclusão – de um grupo específico ou da sociedade como um todo. Um adicto é uma pessoa com total capacidade de retornar à sociedade e viver bem, saudável e feliz. Cabe à cada um de nós, oferecer ajuda e apoioa quem precisa, sem preconceitos e barreiras.

LLINEA - Juntos contra as drogas (IV)

OS EFEITOS DAS DROGAS E SUAS CONSEQUÊNCIAS

 

O Efeito das Drogas

Anteriormente, conhecemos alguns tipos de drogas, suas origens e suas formas de fabricação. Com isso, fica fácil entender que, o motivo pelo qual existem várias drogas diferentes está diretamente ligado ao fato de que cada uma delas atua de uma forma em nosso organismo. Além disso, os efeitos de uma mesma droga podem variar de um usuário para o outro. Resistência do organismo, quantidade e constância de uso, volume de toxinas e substâncias acrescentadas a cada droga. Esses e outros fatores são responsáveis pela variação de sintomas e efeitos.

Abaixo, conheceremos um pouco sobre os efeitos de algumas drogas e seus reflexos em nosso organismo:

 

Drogas ilícitas

Maconha:

Os efeitos da maconha – como também em algumas outras drogas – podem variar de um usuário para outro. Isso se dá por vários fatores, como por exemplo, a quantidade de droga utilizada, a pureza – ou não – da planta originária, a quantidade das substâncias adicionada à maconha, entre outros.

 

Quando ingerida a maconha gera no indivíduo aspectos de euforia, perda de noção do tempo, espaço e organização, desordem dos processos cognitivos, desorientação, perda de memória, tontura e perda de coordenação motora.

 

Também causa vermelhidão nos olhos, aumento exacerbado do apetite, secura na boca e aumento na frequência cardíaca. Além disso, o uso da maconha traz consequências negativas para o sistema respiratório, podendo inclusive, incorrer nem câncer de pulmão.

 

Cocaína:

A cocaína atua predominante nos aspectos psicológicos do usuário, sendo seus efeitos mais comuns a forte sensação de euforia e poder, ausência de medo, excitação física, mental e sexual, insônia, ansiedade, alucinações e delírios, além da falta de apetite.

 

Por se tratar de um forte estimulante do sistema nervoso, seu uso pode gerar dores de cabeça, perda do estado de consciência, convulsões e até a morte – por problemas de saúde causados pelo seu uso, ou por overdose.

 

Crack:

Proveniente da cocaína, sua atuação no sistema nervoso central gera no usuário uma aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, tremores e excitação. Psicologicamente, o crack gera alto nível de euforia, aumento da autoestima e sensação de poder.

 

Sua dependência se instaura no organismo em pouco tempo (com apenas poucos usos) e, por possuir um efeito mais curto, gera uma necessidade de uso mais constante. Além disso, custa menos que a cocaína, dessa forma, seu consumo se torna maior.

 

Com uma atuação rápida e uma ação direta no sistema nervoso central e no sistema cardíaco, seu uso pode ser letal em pouquíssimo tempo.

 

LSD, Ecstasy e outras drogas sintéticas:

Drogas sintéticas como o LSD ou o Ecstasy causam nos usuários efeitos como convulsões, exaustão, danos cognitivos como a perda de memória, concentração e atenção, além de alucinações, surtos psicóticos e transtornos mentais.

 

No caso do LSD, além do já citado, são causados insônia, sensação de toque sem estímulo, euforia extrema e sinestesia, que é a junção de sentidos – sentir o cheiro de uma cor, enxergar um ruído etc. Já o Ecstasy gera tensões musculares, visão turva, ansiedade, mudanças comportamentais, paranoias, crises de pânico e depressão.

 

Além da dependência, o uso de drogas sintéticas tem princípios alucinógenos e atua diretamente no estado psíquico do usuário. No entanto, seus danos vão além, podendo causar no usuário falência hepática, hipotermia ou parada cardíaca, levando à morte.

Drogas lícitas

 

Álcool:

O álcool tem como efeito inicial o estímulo, a desinibição e a euforia. No entanto, o aumento da quantidade ingerida pode mudar os efeitos para diminuição da coordenação motora, perda de reflexo e tendência à estados depressivos.

Embora socialmente aceito, seu uso exagerado pode levar ao alcoolismo, que podem causar doenças como câncer no fígado, cirrose e danos cerebrais.

Cigarro:

Também socialmente aceito, o cigarro é responsável por um conjunto de mais de 50 doenças que pode atingir os seus usuários.

 

Entre os mais comuns estão os problemas cardíacos e pulmonares e o câncer de pulmão, faringe, laringe, boca, entre outros.

 

Embora não seja uma droga com o intuito de alteração do estado psíquico do usuário, seus efeitos principais são a leve estimulação no humor e redução do apetite. Além disso, seus usuários declaram sentir-se relaxados após seu consumo.

 

Outras Consequências:

Demonstramos os efeitos de algumas drogas e suas consequências em nosso organismo, no entanto, os danos podem ser bem mais amplos. A dependência química afeta não só os seus usuários, mas também os seus familiares e amigos.

 

Suas atividades diárias são afetadas, seus familiares e amigos são psicologicamente afetados, em muitos casos seus empregos são perdidos e, com isso, seus recursos financeiros ficam escassos – o que faz com que muitos dependentes recorram a atos ilícitos, dentro ou fora de casa, a fim de conseguir recursos para o consumo de drogas.

 

No entanto, a maioria dos dependentes químicos não possuem esse grau de consciência – já afetado pela dependência.

É aí que entramos. Todos nós!

 

Persistirmos em buscar soluções para aqueles que necessitam de ajuda é fundamental. A dependência química é uma doença e, pouco é provável que esse doente tenha a iniciativa em buscar ajuda.

Nossa colaboração é a chave para aqueles que precisam de recuperação.

LLINEA - Juntos contra as drogas (III)

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DEPENDÊNCIA QUÍMICA

 

Popularmente chamada de “vício” – erroneamente –, a dependência química é hoje considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) uma doença crônica progressiva, ou seja, que se agrava com o passar do tempo e a continuidade de seu consumo – do uso de drogas –, podendo causar outras doenças e até levar à morte. Mas calma, a dependência química tem tratamento!

 

Trouxemos aqui um conteúdo para que você possa se informar e entender mais sobre as causas que levam à dependência.

 

 

VÍCIO X DEPENDÊNCIA

 

O primeiro passo é entendermos a diferença entre o que é vício e o que é dependência.

O vício é caracterizado como um “mau hábito” que não gera submissão total, onde o indivíduo possui a percepção que pode incorrer de algum prejuízo quando do uso abusivo daquela prática. No entanto, não são ações necessariamente maléficas à saúde. Uma pessoa pode ter um vício por organização ou por fazer palavras cruzadas, por exemplo.

Já a dependência se caracteriza pela necessidade física e psicológica do indivíduo de permanecer ativo a aquele comportamento, sendo completamente submisso ao seu objeto de desejo. Neste caso, ainda que exista um entendimento do indivíduo sobre os prejuízos inerentes à sua dependência, o mesmo não é capaz de, por conta própria, interromper sua ação.

 

 

CAUSAS DA DEPENDÊNCIA

 

Não há uma razão específica responsável por levar uma pessoa a se tornar um dependente químico. Diversas são as razões que podem ocasionar tal situação que, geralmente, é ocasionada por um conjunto de fatores.

Alguns estudos resultam no que os especialistas chamam de “fatores biopsicossociais”, que são aspectos biológicos, psicológicos e sociais, que influenciam a vida de um indivíduo, aumentando a probabilidade de ele se tornar um dependente químico.

 

Aspectos Biológicos

 

São relacionados a hereditariedade, ou seja, características genéticas passadas de pais para filhos, gerando assim uma necessidade fisiológica para o uso de determinada substância. Neste caso, avalia-se o potencial dessa substância gerar dependência futura.

Atrelado a isso, avalia-se o potencial do organismo para o combate ao uso de uma substância. Nossa tolerância aos aspectos da abstinência é fundamental para o não desenvolvimento de uma dependência química.

 

Aspectos Psicológicos

 

Esses fatores estão relacionados à capacidade do indivíduo em solucionar situações ligadas ao psicológico como traumas do passado, problemas do cotidiano, depressão, ansiedade e outras doenças correlacionadas.

Ao lidar com essas questões sem o devido acompanhamento médico, o indivíduo pode recorrer ao uso das drogas – lícitas ou não – com o objetivo de minimizar suas angústias, podendo dessa forma, desenvolver uma dependência química.

 

Aspectos Sociais

 

São todos os aspectos que envolvem a vida social de uma pessoa, indo desde a relação com seu ambiente familiar até as influências externas (da mídia, por exemplo).

Ambientes negativos podem favorecer ou facilitar o uso de drogas e substâncias que geram dependência química. Isso se dá por fatores como, ambiente familiar conturbado, a incidência de pontos de venda e consumo de drogas próximos, violência, bullying e até mesmo a necessidade de enquadramento dentro de um determinado grupo.

Entende-se também que o contrário – um ambiente saudável – pode ser um fator positivo no combate à dependência química.

No entanto, é necessário entender que os aspectos sociais são subjetivos e não devem ser interpretados literalmente. Circular em áreas com incidência de drogas não lhe tornará um dependente químico, assim como um ambiente sadio não lhe impedirá de ter acesso às drogas.

É importante ressaltar que esses fatores podem ou não se relacionar com a dependência química. Cada indivíduo é único e possui fatores genéticos e biológicos, psicológicos e sociais diferentes dos demais.

Cada um de nós responde de forma diferente à cada um desses aspectos e, utilizar-se deles separadamente (ou até mesmo como um todo), e dos exemplos aqui apresentados à fim de uma avaliação ou julgamento pessoal é completamente equivocado. Apenas a correta avaliação clínica/médica/profissional de todos esses aspectos que poderá identificar e explicar a dependência química de um indivíduo.

 

Mas não significa que devemos ficar parados, olhando, sem nada fazer!

Se você conhece alguém nessas condições, ajude! Aconselhe a buscar uma orientação profissional. Incentive-a a uma conversa. Permita que as pessoas ao seu redor entendam que não precisamos nos tornar reféns dessa situação!

Esse mal pode atingir qualquer um de nós, porém, sempre há uma saída. Há tratamentos e, quanto antes diagnosticado, mais fácil será de nos vermos livres do álcool, das drogas e da dependência química.

Esse alerta é para todos nós!

LLINEA - Juntos contra as drogas (II)

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O que são Drogas

Conceitos

Droga é toda e qualquer substância que, quando
introduzida ao organismo, modifica suas funções
gerando alteração do estado psíquico e
comportamental do indivíduo.

Podem ser classificadas como naturais, semissintéticas
e sintéticas.

Drogas Naturais: Como a própria classificação
já diz, são drogas consideradas “naturais”.


Sua origem se dá por meio de plantas ou
substâncias encontradas na natureza e extraídas
para uma utilização com fins alucinógenos. Mas engana-se quem considera essas drogas, realmente “naturais”. Embora sejam (em sua maioria) plantas e elementos retirados da natureza, todas essas drogas passam por processos químicos com o objetivo serem “melhoradas”, gerando assim uma potencialização de seus efeitos.

Além disso, as drogas naturais – assim como qualquer outro tipo de droga – é capaz de causar vício e problemas de saúde. Como exemplo de drogas de origem natural, podemos citar: maconha, cogumelos, ópio, chá de iboga, ayahuasca, entre outros.

Drogas Semissintéticas: Assim como as drogas naturais, as drogas semissintéticas são aquelas que também possuem origem natural, porém, seu tratamento químico altera (e potencializa) completamente os efeitos, além de possibilitar à substância, maior durabilidade.

Exemplos de drogas semissintéticas: haxixe, crack, cocaína.

Drogas Sintéticas: Já as drogas sintéticas são produzidas, completamente, em
laboratório. Todos os insumos e componentes nesse tipo de droga são sintéticos
e artificiais, combinados e processados quimicamente, à fim de se obter o efeito
psicoativo e alucinógeno que se deseja. Nesse tipo de droga, os efeitos são
altíssimos, gerando assim, um forte nível de alucinação. Exemplos de drogas
sintéticas: LSD, ecstasy, anfetaminas, poppers, efedrina, anfetaminas,
entre outros.


Outras Drogas

Álcool: Ainda que lícito e socialmente aceito, o álcool também é
considerado como um tipo de droga. Seus efeitos geram no
indivíduo que o consome uma sensação de euforia e alívio
temporário de tensões psicológicas ou físicas.

Sendo considerada a substância psicoativa mais antiga da
humanidade, é sabido que a cerveja e o vinho são as primeiras
bebidas alcoólicas que se tem registro. Já na Idade Média,
foi introduzida a técnica da destilação. Nessa época, considerava-se
o uso do álcool um remédio para todos os males da humanidade.
Atualmente, seu uso tornou-se recreativo e social, tendo seus fins terapêuticos quase que extintos.

No entanto, ainda que socialmente aceito, o uso excessivo de álcool tem um efeito catastrófico para seus usuários. Além de doenças como a cirrose, úlcera, câncer de boca, faringe, laringe e esôfago, entre outras, o uso de álcool traz um peso social que afeta não só ao usuário, mas a todos aqueles que o cercam como familiares, amigos, colegas de trabalho e etc.

Cigarro: Assim como o álcool, temos o cigarro (e outros tipos
de fumo) como uma droga lícita e socialmente aceita. Nos tempos
atuais, as campanhas antitabagismo ganharam muita força
e trouxeram uma nova visão sobre o seu uso, fazendo a
sociedade compreender cada vez mais os riscos do tabaco.
No entanto, embora em queda, estima-se que o número de
fumantes no Brasil chega a 9,5%, sendo 11,7 % entre homens
e 7,6 % entre mulheres.

O uso do tabaco tem relação com aproximadamente 50 enfermidades. Dentre elas, vários tipos de câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, etc), além de doenças cardiovasculares e respiratórias. Outras doenças também podem se relacionar ao uso do tabaco, como a osteoporose, a catarata, impotência sexual (para o homem), infertilidade (na mulher), entre outros.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), aproximadamente 157 mil pessoas morrem precocemente no Brasil, por conta de doenças causadas pelo uso do tabaco.

Drogas Medicinais: Como toda e qualquer droga, o objetivo da
ingestão de tal substância é a alteração do estado natural do
indivíduo que a ingere e, no caso de medicamentos não é diferente.
As drogas medicinais (remédios) são utilizadas para alívio de sintomas
de enfermidades e combate a doenças. Neste caso, não se busca a
alteração do estado psíquico ou comportamental do indivíduo,
mas sim, uma correção de uma anormalidade em nosso
organismo, como por exemplo, o uso de um anti-histamínico
para combater os sintomas de uma alergia, ou um antitérmico,
para baixar uma febre. Para os casos de medicamentos que
alteram o estado psíquico ou comportamental do usuário, há um rigoroso controle na venda e distribuição, sendo disponibilizado ao paciente apenas com receita médica e especificações específicas de uso.

No entanto, há milhares de medicamentos que podem ser comercializados sem receita médica e, com isso, surgem os problemas oriundos da sua utilização. Problemas como a automedicação, onde o usuário consome medicamentos sem prescrição médica à fim de sanar suas dores, o uso exagerado de medicamentos, causando uma diminuição de efeito e/ou, dependência da substância, além do consumo de medicamentos legalizados (controlados, ou não), para fins recreativos.

Ou seja, o medicamento é consumido como uma DROGA,
com o objetivo de alterar seu estado psíquico e
comportamental intencionalmente para fins de diversão.
É necessário compreender que, embora legalizadas,
vendidas em comércios legais e regulamentados e, com
o objetivo de CURAR PESSOAS e SALVAR VIDAS, o uso
indevido, exagerado ou descontrolado de medicamentos
podem trazer sérios riscos à saúde e a vida das pessoas.

Procure SEMPRE, orientação médica! Notamos que drogas
podem ser desde as substâncias mais tóxicas, químicas e
ilegais, até as naturais, legalizadas e profissionalmente
receitadas. Em alguns casos, não há benefício nenhum para o seu uso, pois, o mesmo causa apenas efeitos negativos à nossa vida. Em outros casos, o estudo e a regulamentação existente permite que, seu uso – sob orientação profissional – pode ser benéfico à saúde.

De qualquer maneira, drogas sempre são algo que alteram o nosso estado natural. Fique longe dessa anormalidade!!!

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LLINEA - Juntos contra as drogas

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Buscando conscientizar nossos colaboradores, clientes, parceiros e nossa comunidade 
como um todo, a partir de 15/10/2021, a Llinea lançará a campanha
“LLINEA – JUNTOS CONTRA AS DROGAS”.
 
Serão 7 semanas, de 15/out a 26/nov. Toda sexta-feira um tema diferente onde apresentaremos um
conteúdo especial desenvolvido para contribuir com a conscientização sobre os perigos do uso de drogas.



Agenda:
 

15/10 - Lançamento da Campanha “LLINEA – JUNTOS CONTRA AS DROGAS”;
22/10 - O que são as Drogas?;
29/10 - Dependência – Causas;
05/11 - Os Efeitos e Suas Consequências;
12/11 - Os Tratamentos e a Reabilitação;
19/11 - A Reintegração na Sociedade e Sua Importância;
26/11 - Lançamento do e-Book Completo da Campanha.


Fique atento aos conteúdos, compartilhe com seus amigos e familiares e 
contribua com a divulgação de nossa campanha. Sua participação pode salvar vidas!

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